Contexto Atual
Pesquisa da Fiocruz publicada em dezembro de 2025 revelou que jovens de 15 a 29 anos têm a maior taxa de internação por saúde mental no país: 579,5 casos por 100 mil habitantes, chegando a 719,7 entre 20-29 anos. Paradoxalmente, apenas 11,3% dos atendimentos de jovens na Atenção Primária à Saúde (APS) são para saúde mental, contra 24,3% na população geral. Jovens internam mais, mas buscam menos ajuda preventiva.
Por que é provável no ENEM?
O ENEM 2020 abordou “o estigma associado às doenças mentais”, o que reduz a probabilidade de repetição direta. Porém, a crise de saúde mental juvenil é um recorte substancialmente diferente: foca na juventude, nas causas (redes sociais, pressão acadêmica) e na insuficiência da rede de atendimento — não no estigma. O SUS realizou 192 mil atendimentos de saúde mental no primeiro semestre de 2025, alta de 20% frente a 2023.
Dados Relevantes
- Taxa de internação juvenil por saúde mental: 579,5/100 mil habitantes (Fiocruz, dez/2025)
- Risco de suicídio juvenil: 31,2/100 mil, acima da média geral de 24,7 (Fiocruz)
- Juventude indígena: 62,7 mortes por suicídio/100 mil — a mais alta do país
- SUS realizou 192 mil atendimentos de saúde mental no 1º semestre de 2025, aumento de 20%
- Rede RAPS expandida para R$ 2,25 bilhões em 2024, com 653 novos pontos de atenção
Possíveis Recortes para a Redação
- O papel das redes sociais no adoecimento mental juvenil
- Insuficiência da rede de atenção psicossocial para jovens
- Saúde mental como política educacional nas escolas
- Desigualdade no acesso a tratamento: jovens indígenas, negros e periféricos